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SAÚDE EM FOCO

Tosse seca: quando devo me preocupar?

Quais são as causas?

A tosse seca, exatamente por não produzir muco, pode provocar dores intensas por forçar atrito na garganta, que costuma ficar irritada nessas situações. O sintoma se torna mais comum durante esse clima frio, já que temos contato com um ar mais seco.

Mas não é só o clima que pode causar esse problema. Ele também pode ser provocado pela fumaça de cigarros, excesso de poluentes no ar e agentes que normalmente causam alergia (como pólen, poeira e pelos de animais).

Em relação à doenças, ela é um sintoma bastante comum de infecções virais (como gripe e resfriado), problemas respiratórios (como asma, bronquite, rinite e sinusite), além de ser normal em quem tem refluxo gastroesofágico.

Geralmente, o sintoma não dura muito tempo. Se for uma irritação momentânea da garganta ou das vias aéreas, ele costuma passar em algumas horas (podendo levar alguns dias para se recuperar totalmente).

A preocupação é maior quando a tosse seca se torna constante, durando mais de 3 semanas, principalmente se ela estiver acompanhada de outros sintomas, como febre alta, tontura e dificuldade para respirar.

Nesses casos, o paciente deve procurar um médico o mais rápido possível, já que pode indicar doenças mais graves, como pneumonia, tuberculose e até COVID-19.

Como posso aliviar o sintoma?

De um modo geral, o problema pode ser prevenido com algumas práticas simples como higienização das mãos, manter o ambiente arejado, ter hábitos saudáveis e fazer o acompanhamento médico em casos de doenças crônicas.

Já em casos de tosse leve, se manter hidratado e um pouco de repouso, assim como produtos naturais para aliviar a garganta, já ajudam no incômodo. Entretanto, vale destacar que identificar a causa específica pode ser difícil.

Resquícios da COVID, alergias, mudança climática… há muitas causas para essa tosse seca que tem incomodado muita gente. Pode não ser nada demais, porém a sua persistência é um indício de algo mais sério, que precisa ser investigado.

Por isso, a melhor opção em todos os casos é ir ao médico, que vai avaliar a situação e indicar o tratamento adequado. Você pode procurar o clínico geral (inicialmente), o infectologista, o pneumologista ou o otorrinolaringologista.

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