
Cuidado com excesso da ferro
O excesso de ferro livre no corpo pode ser tóxico para as células e levar ao depósito dele em diversos órgãos, como fígado e coração. Isso pode resultar na disfunção desses órgãos, podendo evoluir para cirrose hepática e outros problemas cardíacos. Além disso, o depósito de ferro em articulações e na pele pode causar dor articular e alterações na coloração da pele, explica Cristiane de Oliveira Henriques, hematologista membro da Academia Paranaense de Hematologia (APH) e médica hematologista na Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba.
A faixa normal de ferritina varia de acordo com o sexo, sendo de 30 ng/mL a 300 ng/mL para mulheres e de 30 ng/mL a 350 ng/mL para homens, segundo a dra. Cristiane. “É importante frisar, no entanto, que a ferritina sozinha não dá o diagnóstico de nada. É necessário fazer a avaliação médica, do estado de saúde do paciente e outros exames de perfil de ferro completo. É importante que tanto médicos como pacientes saibam disso”, diz ela.
Além da dosagem da ferritina, outros exames para verificar a quantidade de ferro no indivíduo são a dosagem do ferro sérico, a capacidade total de ligação do ferro (TIBC) e o índice de saturação da transferrina (IST).



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