
– Consequências psicológicas do vício em pornografia
Quando as pessoas ficam muito presas ao filme pornô, as relações reais vão sendo empobrecidas. Você associa o prazer e o desejo somente à pornografia, então perde a qualidade na relação com o outro.
Foi o caso do ator Terry Crews, conhecido pela série “Todo mundo odeia o Chris”. Em 2016, ele afirmou ter quase perdido a esposa por ter desenvolvido uma compulsão por pornografia. O conteúdo adulto estava presente em sua vida desde os 12 anos e ele assistia dia e noite, muitas vezes sem parar.
Segundo os psicólogos, esse consumo desenfreado pode causar:
Impessoalidade das relações: fica mais difícil manter a desenvoltura durante uma relação real por querer reproduzir as cenas pornôs, desconsiderando todo o tempo, ângulos e modificações feitas na produção dos filmes.
Falta de afeto: o sexo na pornografia é colocado como algo imediato para o qual todos os envolvidos devem estar sempre prontos, o que não condiz com a realidade. Independentemente do tipo de relação, se duradoura ou casual, é necessário envolvimento e vínculo para que seja prazeroso;
Problemas de autoestima: os atores dos filmes pornôs são escolhidos a dedo por características que destoam da maioria da população, como pênis grande. Ao se comparar com eles, contrasta-se com quem é exceção à regra.
A longo prazo, todas essas dificuldades podem resultar em depressão, ansiedade, estresse, perda de memória, TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade), TOC (transtorno obsessivo compulsivo), fobias sociais, entre outros problemas.




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