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SAÚDE EM FOCO

Açúcar: o mais novo vilão da saúde (fonte Nature.com)

Doenças infecciosas não são mais as grandes responsáveis pela mortalidade mundial. Novas
patologias relacionadas aos maus hábitos alimentares e mutações genéticas roubaram o lugar
que antes era dos vírus e das bactérias. De acordo com a Organização das Nações Unidas
(ONU), doenças crônicas não transmissíveis como câncer, diabetes e problemas no coração são
responsáveis por cerca de 35 milhões de mortes ao ano.
Cientistas da Universidade da Califórnia, em San Francisco, nos Estados Unidos, destacam
outro responsável pela mudança na saúde pública mundial, além do cigarro e do álcool: o
açúcar.
Os efeitos danosos do açúcar no organismo humano são semelhantes aos promovidos pelo
álcool e que seu consumo também deve ser regulado. O problema não está na obesidade em
si e sim na disfunção metabólica. Pessoas não obesas estão desenvolvendo mais problemas no
fígado e rins do que antigamente.
O índice é maior nos países menos ricos. Segundo o estudo publicado na revista Nature, 80%
das mortes por doenças não transmissíveis acontecem nos países de renda média a baixa.
Os autores defendem o controle das taxas de açúcar no alimento como política pública de
prevenção de doenças. A regulamentação se daria com preços mais altos para produtos de alta
carga energética e pouco valor nutricional, além da proibição de venda para menores de idade
e em lugares frequentados por crianças.
Porém, ao contrário do álcool e tabaco, o açúcar está presente em alimentos essenciais e tem
valor nutricional em pequenas quantias, o que complica a regulamentação da substância. Em
alguns casos, o refrigerante é mais acessível para a população carente, em termos de preço, do
que o litro de leite. Fato que abre novas discussões de política pública no Brasil.´

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